Relatório preliminar. O universo pode ter mudado desde a coleta dos dados.
O Curio investiga continuidade cognitiva em software local. A descrição pública informa uma base majoritariamente em Rust, SQLite, busca vetorial, integração com modelos locais, runtime assíncrono, permissões, recuperação e MCP. Este texto organiza essas peças sem declarar comportamento, desempenho ou resultados que ainda não foram publicados.
Memória não é um apêndice
Salvar todo o histórico não resolve sozinho o problema de continuidade. Um runtime precisa decidir o que registrar, como recuperar, quando esquecer e quais permissões se aplicam a cada lembrança.
Um mapa conceitual mínimo contém quatro responsabilidades:
- Persistência: conservar estado além de uma única execução.
- Recuperação: localizar contexto relevante sem despejar todo o arquivo no modelo.
- Permissão: limitar quais dados e capacidades podem participar de uma decisão.
- Continuidade: retomar trabalho de maneira coerente depois de pausa ou falha.
SQLite e busca vetorial
SQLite oferece uma base local para registros estruturados. Busca vetorial pode complementar consultas determinísticas quando a recuperação depende de similaridade. As duas abordagens não são equivalentes e não devem ser misturadas sem rastreabilidade.
| Caminho | Serve melhor para | | --- | --- | | consulta estruturada | IDs, estados, relações e filtros explícitos | | similaridade vetorial | candidatos semanticamente próximos | | combinação dos dois | recuperação filtrada com contexto semântico |
Nenhuma configuração de embeddings, índice ou estratégia de ranking foi informada. Esses detalhes permanecem fora deste relatório até que possam ser documentados.
Recuperação também é operação
Um agente local pode falhar no meio de uma tarefa, receber uma nova versão ou perder acesso a uma capacidade. Recuperar não significa apenas reiniciar o processo: significa reconstruir estado suficiente para continuar sem repetir ações perigosas ou assumir que uma etapa foi concluída.
Esse é o ponto em que memória, permissões e execução assíncrona se encontram. A hipótese de trabalho é simples: continuidade cognitiva precisa ser tratada como engenharia de sistemas. A validação dessa hipótese depende de testes e resultados públicos futuros.